VNG em Lisboa: videonistagmografia no estudo das vertigens
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Esta página explica o que é a VNG, em que situações pode fazer sentido pedir e como o resultado se integra com o restante raciocínio clínico. Para uma visão geral do cluster, consulte o Centro de Vertigens e Equilíbrio em Lisboa.
O que é a VNG?
A videonistagmografia utiliza câmaras — frequentemente em óculos com sensores infravermelhos — para registar com precisão os movimentos oculares. O foco do exame é o nistagmo, um movimento ocular involuntário que pode surgir espontaneamente, em determinadas posições da cabeça ou em resposta a estímulos específicos.
Porque é que os olhos são avaliados numa vertigem?
O ouvido interno e os olhos estão ligados por reflexos neurológicos que normalmente mantêm o olhar estável durante movimentos da cabeça. Quando há alterações no sistema vestibular, podem surgir movimentos oculares involuntários — o nistagmo — que ajudam o médico a perceber qual é o lado afetado, qual o canal, e o tipo de disfunção provável.
Por isso, observar os olhos com precisão é uma das formas mais ricas de estudar indiretamente o sistema vestibular.
Quando pode ser indicada
A VNG pode ser considerada — sempre quando clinicamente indicada — em situações como:
- Vertigem recorrente sem causa esclarecida pela história e exame.
- Desequilíbrio persistente.
- Suspeita de alteração vestibular periférica ou central.
- Nistagmo espontâneo ou posicional referido pelo doente ou observado em consulta.
- Sintomas não explicados apenas pela história clínica.
- Avaliação complementar em casos em que o vHIT ou as manobras não esclareceram o quadro.
A VNG substitui o vHIT?
Não. São exames complementares, com objetivos diferentes:
- O vHIT avalia sobretudo respostas rápidas dos canais semicirculares (reflexo vestíbulo-ocular em frequências altas).
- A VNG avalia padrões de nistagmo em diferentes condições — espontâneo, posicional, oculomotor e, quando indicado, calórico.
A escolha entre exames — ou a combinação deles — depende da hipótese clínica. Pode também justificar-se um VEMP para estudar estruturas otolíticas em casos selecionados.
Como interpretar o resultado
O resultado da VNG deve ser interpretado no contexto da consulta. Um padrão sugestivo numa prova isolada não chega para diagnóstico. O quadro clínico, o exame ORL, o audiograma quando indicado e a integração com outros exames vestibulares são parte central da decisão. Não são prometidos diagnósticos imediatos a partir do exame isolado.
Nota clínica importante
Esta página tem fins informativos e não substitui consulta médica. A avaliação de vertigens, tonturas e desequilíbrio deve ser individualizada, com base na história clínica, exame ORL e, quando indicado, exames vestibulares ou auditivos complementares. Não são prometidos resultados nem recomendados tratamentos sem avaliação médica.
Perguntas frequentes
A VNG dói?
Não. É um exame não invasivo, realizado com câmaras (frequentemente em óculos de infravermelhos) que registam os movimentos oculares. Pode provocar sensação transitória de tontura em algumas fases do teste — sobretudo em provas posicionais —, mas não causa dor.
A VNG pode provocar tontura?
Sim, de forma habitualmente transitória e esperada. Algumas provas (posicionais, oculomotoras ou calóricas, quando incluídas) podem evocar sensação de tontura ou vertigem durante o teste — esse é, aliás, parte do valor diagnóstico. A tolerância é em regra boa.
Preciso de VNG para todos os casos de vertigem?
Não. A necessidade depende da história clínica, do exame médico e da hipótese diagnóstica. Em muitos casos, as manobras posicionais e o exame clínico orientam o diagnóstico. Em outros, a VNG pode ajudar a esclarecer o padrão de nistagmo ou de resposta vestibular.
Qual é a diferença entre VNG e vHIT?
O vHIT avalia sobretudo respostas rápidas dos canais semicirculares (reflexo vestíbulo-ocular em frequências altas). A VNG estuda o nistagmo em diferentes condições e pode incluir provas posicionais, oculomotoras e — quando indicado — calóricas. São exames complementares, não substitutos.
O resultado da VNG dá logo o diagnóstico?
Não, na maior parte das situações. O resultado deve ser interpretado no contexto da consulta — história clínica, exame ORL e, quando indicado, outros exames vestibulares ou auditivos. A VNG é uma peça do raciocínio diagnóstico, não um ponto final.
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Também avaliado em consulta
- Vertigem recorrente — estudo do nistagmo
- Desequilíbrio persistente — avaliação vestibular
- Articulação com vHIT e VEMP quando indicado
- Audiograma e endoscopia ORL quando justificados