Manobra de Epley em Lisboa
A manobra de Epley é o tratamento de primeira linha para a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) — a causa mais comum de vertigem. Consiste numa sequência precisa de movimentos da cabeça e do tronco que reposiciona os otólitos (os chamados "cristais") deslocados no canal semicircular posterior, devolvendo-os ao utrículo, onde pertencem. Quando executada corretamente por médico com formação em otoneurologia, é o tratamento de primeira linha, com melhoria dos sintomas em muitos doentes após uma ou poucas sessões.
Diagnóstico com Dix-Hallpike · Execução supervisionada por médico ORL · Indicações pós-manobra individualizadas
Consulta de ORL com manobra de Epley: 130€ — Marcação direta por WhatsApp
Quando a manobra de Epley é indicada
A manobra de Epley é utilizada sobretudo no tratamento da VPPB do canal semicircular posterior. Antes de a realizar, é necessário confirmar clinicamente se os sintomas e os testes posicionais são compatíveis com esse diagnóstico e identificar o lado afetado.
Consulta de Otorrinolaringologia — 130 €
A avaliação clínica, os testes posicionais e a manobra, quando clinicamente indicada, estão incluídos no valor da consulta.
Nem todas as vertigens são tratadas com a manobra de Epley. Outras formas de VPPB ou outras causas de vertigem podem exigir abordagens diferentes.
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O que é a VPPB e porque acontece
O ouvido interno contém pequenos cristais de carbonato de cálcio (otólitos) que estão normalmente fixos numa zona chamada utrículo. Quando estes cristais se deslocam e entram nos canais semicirculares — mais frequentemente no canal posterior — causam vertigem intensa desencadeada por alterações da posição da cabeça: deitar-se, virar-se na cama, baixar a cabeça, levantar-se rapidamente.
Os episódios de VPPB duram caracteristicamente poucos segundos (15–60 segundos), são desencadeados por movimentos específicos da cabeça e repetem-se de forma previsível. Não costuma haver perda auditiva nem zumbido. Quando o diagnóstico está confirmado e o canal afetado é corretamente identificado, o reposicionamento das partículas é o tratamento de primeira linha da VPPB; os medicamentos não reposicionam as otocónias e não são recomendados como tratamento de rotina da causa.
Diagnóstico correto antes da manobra
Antes de realizar o reposicionamento, é essencial confirmar o diagnóstico com a manobra de Dix-Hallpike, que observa o nistagmo posicional característico da VPPB do canal posterior. Outras variantes de VPPB (canal horizontal, canal anterior) requerem manobras diferentes — como a manobra de Semont, a manobra de Lempert (roll) ou a manobra de Gufoni.
Este passo diagnóstico é o que distingue uma abordagem clínica de uma abordagem não especializada: aplicar a manobra sem confirmar primeiro qual o canal afetado pode não funcionar e, em alguns casos, agravar os sintomas.
Como é feita a manobra de Epley

- O doente está sentado na marquesa, com a cabeça rodada 45° para o lado afetado
- É deitado rapidamente de costas com a cabeça ligeiramente pendente para fora da marquesa
- A cabeça é rodada 90° para o lado oposto, mantendo a posição
- O doente vira-se em bloco para o lado, com o rosto para baixo (cerca de 135° da posição inicial)
- É ajudado a sentar-se lentamente, mantendo a cabeça na posição final
Cada posição é mantida durante 30 a 60 segundos ou até desaparecer o nistagmo. A sessão completa dura aproximadamente 5 a 10 minutos.
O que se pode sentir durante e depois
Durante o reposicionamento pode surgir vertigem, por vezes intensa mas geralmente breve, sobretudo nas primeiras posições. O médico observa simultaneamente os movimentos oculares e o padrão de nistagmo, que fornecem informação sobre a resposta do sistema vestibular durante a manobra. Pode também ocorrer náusea.
Depois de um reposicionamento bem-sucedido, algumas pessoas ficam imediatamente sem a vertigem posicional; outras mantêm durante algum tempo uma sensação diferente de instabilidade, cabeça leve ou desequilíbrio residual. Esta sensação pode durar alguns dias e, em determinados casos, prolongar-se durante algumas semanas, mesmo quando a vertigem rotatória típica já desapareceu.
Se as crises posicionais persistirem, regressarem ou surgirem sintomas diferentes dos iniciais, deve ser feita nova avaliação para confirmar se a VPPB continua presente, se mudou de canal ou se existe outra causa associada.
Resultados esperados
Em muitos casos, a vertigem melhora significativamente após uma ou poucas sessões, dependendo do canal afetado, da execução técnica da manobra e da eventual coexistência de outras causas de tontura. Quando a resposta é parcial ou inexistente, deve ser revista a hipótese diagnóstica (ex.: VPPB de outro canal, enxaqueca vestibular, doença de Ménière).
A VPPB pode recorrer ao longo dos anos em cerca de um terço dos doentes; nesses casos basta repetir a manobra adequada ao canal envolvido.
Cuidados após a manobra
Evita-se habitualmente inclinar a cabeça bruscamente ou deitar-se sobre o lado afetado nas primeiras 24 a 48 horas. As indicações precisas são dadas na consulta de acordo com o quadro clínico.
Posso fazer a manobra em casa?
Em alguns doentes, sim — sobretudo depois de a VPPB ter sido corretamente diagnosticada, o lado e o canal afetados terem sido identificados e a técnica ter sido ensinada individualmente.
Não é, no entanto, aconselhável assumir que toda a vertigem provocada pelos movimentos da cabeça é VPPB. Outras causas de vertigem ou tontura podem necessitar de uma abordagem diferente. Além disso, a técnica de reposicionamento depende do canal e do lado envolvidos: uma sequência destinada ao canal posterior não é necessariamente adequada a uma VPPB do canal horizontal ou a outras variantes.
Também existem situações em que determinadas posições podem ser difíceis ou inadequadas, nomeadamente em pessoas com limitações importantes da mobilidade cervical, determinadas patologias da coluna cervical, algumas doenças vasculares, problemas de mobilidade ou risco elevado de queda.
Depois de avaliação e tratamento em consulta, alguns doentes podem receber instruções para repetir uma manobra específica em casa caso ocorra uma recorrência com características semelhantes.
Quando a manobra não funciona
Se a vertigem persistir após 2 ou 3 sessões, ou se o padrão do nistagmo não for típico, deve-se considerar: VPPB de outro canal (requer manobra diferente), enxaqueca vestibular, doença de Ménière, neurite vestibular ou disfunção vestibular central. A avaliação otoneurológica completa permite distinguir estas entidades e orientar o tratamento. Em casos selecionados, pode ser útil complementar a avaliação com vHIT (Video Head Impulse Test). Saiba mais sobre o vHIT em Lisboa.
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Marcação
Consulta de Otorrinolaringologia com avaliação clínica e reposicionamento quando indicado: 130€. Avenida 5 de Outubro, 16, 2.º Direito — Lisboa. Marcação de consulta por WhatsApp.