vHIT — Video Head Impulse Test
Avalia o reflexo vestíbulo-ocular e a função dos canais semicirculares, ajudando a identificar défices vestibulares periféricos. Exame rápido e não invasivo.
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A consulta procura distinguir vertigem (sensação de rotação) de tontura inespecífica (cabeça leve, instabilidade, sensação de flutuação) e identificar a origem mais provável. Esta caracterização é importante porque orienta o raciocínio diagnóstico.
Em consulta, parte da avaliação consiste em caracterizar com precisão o sintoma do doente. Termos como "vertigem", "tontura" ou "desequilíbrio" podem corresponder a fenómenos diferentes — e a distinção entre eles tem impacto direto no diagnóstico e no plano de avaliação.
| Sintoma descrito | Pode sugerir |
|---|---|
| "Tudo roda" | Vertigem vestibular — pode sugerir VPPB, neurite vestibular, doença de Ménière ou outras causas periféricas. |
| "Piora ao virar na cama" | Pode sugerir vertigem posicional paroxística benigna (cristais no ouvido). |
| "Sinto-me instável ao andar" | Pode estar relacionado com défice vestibular, alterações da visão, da proprioceção, contexto da idade ou causas neurológicas. |
| "Tenho ouvido tapado, zumbido ou perda auditiva" | Pode orientar para causas do ouvido interno (Ménière, neurite, outras). |
| "Tenho enxaqueca ou sensibilidade à luz" | Pode sugerir enxaqueca vestibular, sobretudo quando coexiste com história de enxaqueca. |
| "Sinto cabeça leve ou quase desmaio" | Pode exigir avaliação de causas cardiovasculares, metabólicas ou neurológicas — fora do espectro estritamente vestibular. |
Tabela educativa. Não substitui consulta médica — o diagnóstico depende da avaliação clínica completa.

A avaliação em consulta procura integrar várias dimensões. Dependendo da história clínica e da hipótese diagnóstica, pode incluir:
Avalia o reflexo vestíbulo-ocular e a função dos canais semicirculares, ajudando a identificar défices vestibulares periféricos. Exame rápido e não invasivo.
Permite observar e registar movimentos oculares involuntários, como o nistagmo, em diferentes condições de teste. Útil em vertigens recorrentes e estudo vestibular complementar.
Ajuda a estudar estruturas otolíticas do ouvido interno (sáculo e utrículo), complementando a avaliação vestibular em casos selecionados.
Essenciais no diagnóstico da vertigem posicional paroxística benigna. A manobra de Epley é um exemplo conhecido, mas o canal e o lado afetado guiam a manobra a usar.
O sistema vestibular não é uma estrutura única. Cada ouvido tem canais semicirculares e órgãos otolíticos (sáculo e utrículo). Os canais semicirculares ajudam a detetar movimentos de rotação da cabeça; os órgãos otolíticos participam na perceção da gravidade e da aceleração linear. Por isso, diferentes exames podem avaliar partes diferentes do sistema vestibular, e a escolha do exame depende da hipótese clínica.
O tratamento depende da causa. Em termos gerais, pode incluir:
Não são prometidas curas. O resultado depende da causa, da resposta individual e da adesão à abordagem proposta.
A consulta procura identificar se os sintomas têm origem no ouvido interno, no sistema vestibular, em alterações auditivas associadas, ou se existem sinais que justifiquem outra investigação. Marcação por WhatsApp; consulta de Otorrinolaringologia, 120€.
Nota clínica importante
Esta página tem fins informativos e não substitui consulta médica. A avaliação de vertigens, tonturas e desequilíbrio deve ser individualizada, com base na história clínica, exame ORL e, quando indicado, exames vestibulares ou auditivos complementares. Não são prometidos resultados nem recomendados tratamentos sem avaliação médica.
Qual é a diferença entre vertigem e tontura?
A vertigem é geralmente uma sensação de rotação, como se o ambiente ou o próprio corpo estivessem a girar. Tontura é um termo mais amplo e pode incluir cabeça leve, instabilidade, desequilíbrio ao andar ou sensação de flutuação. Esta distinção orienta o raciocínio diagnóstico em consulta.
A vertigem pode vir dos cristais no ouvido?
Sim. A vertigem posicional paroxística benigna, muitas vezes conhecida como "cristais no ouvido", é uma causa frequente de vertigem breve e intensa, desencadeada por movimentos da cabeça — virar na cama, levantar, deitar ou olhar para cima.
Todos os doentes com vertigem precisam de vHIT, VNG ou VEMP?
Não. A necessidade de exames vestibulares depende da história clínica, do exame médico e da hipótese diagnóstica. Em muitos casos, as manobras posicionais e o exame clínico orientam o diagnóstico. Noutros, exames complementares como o vHIT podem ajudar.
O vHIT substitui a consulta médica?
Não. O vHIT é um exame útil, mas deve ser interpretado no contexto da história clínica, do exame ORL e, quando indicado, de outros exames vestibulares ou auditivos. O resultado isolado não substitui a avaliação médica.
Quando devo procurar urgência por vertigem?
Deve procurar avaliação urgente se a vertigem vier acompanhada de fraqueza de um lado do corpo, dificuldade em falar, visão dupla, dor de cabeça súbita intensa, desmaio, dor torácica ou perda auditiva súbita. Estes sinais podem indicar uma causa que exige avaliação imediata.
Também pode consultar: vertigens em Lisboa · cristais no ouvido · vHIT em Lisboa · manobra de Epley · artigo sobre VPPB